O amor, segundo Rose Walker

Você já esteve apaixonado?

Horrivel não é?

Te deixa vulnerável.

Te abre o peito e te abre o coração e quer dizer que alguém pode entrar em você e te detonar por dentro.

Você constrói todas essas defesas. Constrói uma armadura completa, e por anos nada pode te machucar, aí­ uma pessoa estúpida, nada diferente de qualquer outra pessoa estúpida caminha para dentro da sua vida estúpida…

Você dá a essa pessoa um pedaço de você. Essa pessoa não pediu por isso. Essa pessoa fez algo besta um dia, como te beijar ou sorrir para você, e aí a sua vida não é mais sua.

O amor toma reféns.

O amor entra em você.

Te come por dentro e te deixa chorando na escuridão, e frases simples como “talvez devêssemos ser apenas amigos” ou “nossa, que perspicaz” se transformam em farpas de vidro movendo-se para dentro do seu coração.

Dói.

Não apenas na imaginação.

Não apenas na mente.

É uma dor na alma, uma dor no corpo, uma dor do tipo que-entra-em-você-e-te-arrebenta.

Nada deveria ser capaz de fazer isso.

Especialmente o amor.

Eu odeio o amor.

Depende o amor, Gaiman, depende o amor…

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